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A África do Sul faz parte do chamado Novo Mundo dos vinhos, apesar de a vitivinicultura lá datar do século 17. As vinhas chegaram àquelas terras levadas pelos colonizadores holandeses, mas foi com os franceses, posteriormente, que a viticultura começou a ganhar importância. Um dos vinhos mais procurados naquela época era o fortificado Constantia que, dizem, era o preferido de Napoleão.
Atualmente, a África do Sul está entre os maiores produtores de vinhos do mundo e possui uma uma produção de altíssima qualidade, com vinhos de muita tipicidade.
Como é o terroir da África do Sul?
A maioria das regiões vinícolas do Cabo é influenciada por um dos dois oceanos poderosos que se encontram no extremo sul da África: os oceanos Atlântico e Índico. Basicamente, o terroir é uma combinação de influências marítimas benéficas, como neblina costeira regular e brisa fresca do mar, com algumas regiões de clima mediterrâneo moderado, outras de clima desértico e ainda as regiões costeiras.
Os ventos do Oceano Atlântico amenizam o calor do verão; as regiões de Klein Karoo, Olifants Rives e Orange River, mais continentais, tendem a ser mais quentes e secas. A topografia é variada e existem diversos tipos de solos. Com a junção dessas características tem-se as condições ideais para criar vinhos de caráter e complexidade únicos.
A vinificação na África do Sul é marcada por técnicas modernas, com colheitas noturnas, irrigação quando necessário, controle de temperatura e leveduras selecionadas.
Quais são as principais uvas cultivadas na África do Sul?
Segundo o Wines of South África, são:
- Uvas brancas: Chenin Blanc, Colombard, Sauvignon Blanc e Chardonnay.
- Uvas tintas: Cabernet Sauvignon, Shiraz, Pinotage e Merlot.
A branca Chenin Blanc, chamada localmente de Steen, é a uva mais plantada na África do Sul.
A uva tinta Pinotage foi criada em 1925, por Abraham Isak Perold, o primeiro professor de Viticultura na Stellenbosch University. Ele cruzou duas variedades diferentes, a Pinot Noir e a Hermitage, também conhecida como Cinsault, para originar essa nova variedade que resulta em vinhos ricos, complexos e cheios de especiarias.
Além das uvas citadas, há também outras como Pinot Noir, Cinsault e Mourvèdre, entre as tintas; e Sémillon, Riesling, Gewürztraminer, Muscat, Pinot Gris e Hanepoot (Moscatel de Alexandria), entre outras brancas.