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Todo champanhe é um espumante, mas nem todo espumante é um champanhe! Dito isso, vamos começar pelo conceito de espumante: um vinho que contém grande quantidade de CO2 (dióxido de carbono) dissolvido – o que irá formas as bolhas. A maneira como esse CO2 é incorporado à bebida é o que vai definir suas características – e existem diversas formas de isso acontecer.
Geralmente são realizadas duas fermentações do vinho que se tornará um espumante, sendo que o CO2 será “aprisionado” na segunda fermentação. Quando essa segunda fermentação ocorre na mesma garrafa na qual o vinho será comercializado, o método será chamado tradicional ou champenoise.
É por este método que são elaborados os champanhes. Mas para ser chamado champanhe é também obrigatório que o vinho seja produzido na região de Champagne, ao norte da França, com as uvas Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier – em geral, champanhes são vinhos de corte. O amadurecimento se dá em garrafa sur lie (que significa sobre as borras), o que quer dizer que o vinho amadureceu em contato com as leveduras remanescentes da autólise, o que confere maior complexidade de aromas e sabores, além de textura sedosa.