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As primeiras videiras chegaram ao Sudeste do Brasil no século XVI, pelas mãos do português Martim Afonso de Sousa, mas elas não se desenvolveram na região, pois não havia condições propícias de terroir. No século XVII, os jesuítas se estabelecem no Rio Grande do Sul e, com eles, tem início a história vitivinícola brasileira.
No século XIX, são introduzidas no Rio Grande do Sul as uvas Vitis labrusca e Vitis bourquina (americanas), mais resistentes a doenças. Logo, a uva americana Isabel ganhou a simpatia dos agricultores. Com a vinda dos imigrantes italianos, já no fim daquele século, chegaram também variedades da região do Vêneto, além de técnicas e a cultura de beber vinho.
A grande virada aconteceu na década de 1970, quando vinícolas multinacionais se estabeleceram na Serra Gaúcha e, além de técnicas modernas tanto no vinhedo quanto na adega, trouxeram uvas viníferas, o que representou um grande salto qualitativo para o vinho brasileiro.
A partir dos anos 2000, a vitivinicultura consolida-se no Sul e no Nordeste do país, sendo que o Vale dos Vinhedos conquistou a indicação de procedência em 2002 (IP) – e a Denominação de Origem (DO) em 2012.
Atualmente, a Serra Gaúcha é a mais tradicional região vitivinícola brasileira. Abrange uma extensa área na transição entre os planaltos dos Campos de Cima da Serra e a Depressão Central do RS. Por suas características naturais, possui um número muito grande de mesoclimas e microclimas, em muitos dos quais há produção de vinhos.
A diversidade natural, somada à cultura enológica trazida pelos imigrantes italianos, permitiu o desenvolvimento de vinhos espumantes e tranquilos que conquistaram o paladar nacional e despontam também internacionalmente.